quinta-feira, 1 de novembro de 2007

"Dar sentido"








"Natureza e Cultura interagem constantemente juntas e não podem ser dissociadas. Mais ainda, é a partir desta interação contínua chamada "trabalho" que o espírito humano, pela inteligência colectiva, nasce." As nossas funções mentais superiores são activadas permanentemente por esta aprendizagem colectiva. Sem aprendizagem não há desenvolvimento. É neste estado incontornável que cada um se apropria e nterioriza nas suas condutas os instrumentos histórico-culturais necessários à vida em comunidade.

Poucas coisas são de facto inatas, muitas são inculcadas pelos instrumentos culturais acelarando assim a evolução do homem e o seu impacto sobre o meio ambiente.

Esta consciência coletiva, esta inteligência de grupo permitiu ao homem desenvolver-se em todo o planeta Terra. Porque para além das suas carências físicas, o homem só não pode sobreviver a um meio hostil. Para sobreviver, ele tem que colaborar mutuamente com o seu próximo. Esse intercâmbio estimula a criatividade e a inteligência da raça humana; ele aumenta o campo experimental e o memoriza. Ninguém retoma as experiências na sua origem para vivê-las. A aprendizagem permite-nos ir por atalhos, ganhar tempo, aumentar as possibilidades de sucesso da empresa individual, permitindo ao conhecimento ser a única riqueza e o único recurso que aumenta quando é partilhado. De notar que culturas humanas evoluem e diferenciam-se em função do grau de integração da informação de cada um e da capacidade de abstracção dessa mesma informação. Essa é a nossa dificuldade de hoje em dia para viver uma globalização ao redor de meios de comunicação que homogeneizam a diversidade cultural.

Os homens são universalmente iguais, mas culturalmente diferentes



Existe no desenvolvimento humano uma pluralidade e uma multidireccionalidade que impede a qualquer teoria do desenvolvimento de se apresentar como "A" teoria. Nenhum procedimento é universal ou reprodutível, cada um deve ser contextualizado ao nível da história e da cultura do grupo humano a que se dirige.

É nisto que é necessário ser humilde face ao desenvolvimento porque não pode ser reduzido a uma caixa de ferramentas em torno do conceito de "projecto". O mundo, o sistema humano evolui, o "projecto" reúne por sua vez um modo operativo e uma especificidade "vaga". É este vago que permite a adaptabilidade da acção ao contexto encontrado e que faz nascer a complexidade. É este vago que provoca ansiedade e exige mais comunicação e apoio para ter sucesso "em conjunto".


Se o portador de um projecto confia nos recursos pessoais que desenvolve, se está aberto às oportunidades oferecidas pela sua envolvência, se se implica no sistema de valores que forma com ele mesmo, encontrará sempre uma resposta as suas “frustrações”. Seja formulando novos objectivos, seja encontrando novas atividades, seja adquirindo aptidões relevantes... Se o ambiente social do portador de projecto facilitar a acção reflexiva ou a reflexão acção, este encontrará sempre os recursos que evitarão o desperdício de energia em conflitos internos e tensão com o próximo. Uma sociedade envelhece quando esquece a mudança dentro das suas estruturas que depois de ter respondido correctamente ao desafio que justificou a sua criação pensa somente na sua própria conservação. Uma estrutura por função é repetitiva, teme “a cultura projecto” que pode ameaçar a sua realidade. Mas também por trás das ruínas das estruturas há homens que existem apenas pelas estruturas que as alojam, uma sociedade apaga-se quando é incapaz de integrar, ou seja, de pôr em relação as potencialidades únicas (diferenciação). É este balanceamento entre integração e diferenciação que justifica a utilização do conceito de “projecto” nas nossas condutas em sociedade.


Uma analogia desportiva. Consideremos que “o trabalho de equipa” gera uma inteligência colectiva, que vai permitir aos indivíduos realizar-se sob certas condições, exprimir-se para tornar-se atores. O termo “actor” não é neutro, significa que os indivíduos são mais do que simples “peões”, que pelas suas acções pessoais podem influenciar a orientação do jogo (contexto sócio-político) e o seu impacto no ambiente (meios ecológicos).

Uma inovação social existe somente se o corpo social aceita jogar “o jogo da inovação”, mas esta atitude de abertura à mudança só é possível a partir de uma tomada de consciência colectiva, mesmo que ao princípio sejam os indivíduos a mobilizar-se para lutar contra uma aberração do sistema. As diferenças de inércia do sistema perante as perturbações e os riscos provem de uma abordagem cultural do fenómeno. Exemplo, para chegar a um desenvolvimento sustentável é imperativo alterar a visão do homem e a sua relação com a Natureza, criar uma ruptura conceitual mais do que incrementar e promover mudanças de lógica.



Esta apropriação progressiva e colectiva da cultura faz-se através de interações sociais, numa dinâmica teleológica mais ou menos crítica entre o grupo e o indivíduo. Assim a Cultura influencia o homem num processo contínuo de enculturação e de aculturação. Diferencia-se a cultura de pertença e de referência, mas as coisas não são tão simples, porque os nossos cérebros processam continuamente informações que cada um seleciona, integra ou rejeita para completar a sua visão, o seu sistema de compreensão do mundo.

A abordagem construtivista demonstra que “a actividade do homem” não é nunca directa sobre os meios. É sempre intermediada por instrumentos culturais elaborados durante a história “pela actividade social dos grupos humanos”. Estes instrumentos culturais quando são relevantes são acumulados e transmitidos de geração em geração (a palavra, a escrita, os números, ...) aumentam assim as capacidades genéticas humanas.

Além do materialismo, onde os instrumentos mediadores da actividade humana são úteis à construção de qualquer obra realizada pelo homem para o seu conforto, estes instrumentos agem também sobre a evolução da consciência humana (função mental superior). O homem elaborando instrumentos para alterar o seu ambiente constrói-se e evolui. O homem não pode fazer nada sozinho. Não pode, para avançar na evolução, nem reinventar tudo em cada geração, nem passar sem a experiência dos outros homens. Os instrumentos culturais controlam e transformam o ambiente humano (meio externo), controlando a sua própria conduta, a sua conduta com os outros, através de sinais, de convenções, de estruturas.

Mas quando se integra conjuntamente o cálculo (o operacional) e o sentido (o significado) na análise do desenvolvimento do espírito, chegamos à noção “de projecto”. Assim para nós o desenvolvimento é dar sentido à vida, é cada um como actor. Nós damo-nos (autor) abrindo-nos à cultura do Outro para compartilhar um mundo em comum.


O modelo eco cultural

Existe dois níveis de análise :

  • O colectivo
  • O individual

Consideramos, numa visão sistemática das coisas, que as variáveis colectivas influenciam fundamentalmente as características psicológicas individuais. Os indivíduos são considerados como actores que influenciam tanto os seus meios ecológicos como os seus meios sociopolíticos pela utilização de instrumentos e de ferramentas culturais que provocam um feedback do nível individual sobre estas diversas influências colectivas.

As variáveis contextuais :

  • contextos ecológicos
  • contextos sociopolíticos
Um contexto ecológico ou um ecossistema é o meio no qual os seres humanos interagem com um dado ambiente físico . A adaptação humana, durante a história da espécie (filogénesis) ou durante o desenvolvimento individual (ontogénesis) nos diferentes contextos ecológicos do planeta, explica não só a diversidade biológica, mas também a diversidade cultural da humanidade. Assim, os homens são considerados universalmente iguais e culturalmente diferentes.

Os contextos sociopolíticos definem as formas de organização dos estados e das sociedades. Dão conta das relações de poder entre os diferentes membros de uma mesma sociedade (autocracia, democracia). Estas formas de organização explicam as formas das instituições políticas (do sistema de clãs à organização democrática, dos sistemas comunitários às organizações individualistas) e económicas (da agricultura para a auto-suficiência à economia de mercado até ao desenvolvimento das indústrias mundializadas).

Existe uma forte interacção entre os factores ecológicos e sociopolíticos.

A forma de organização dos múltiplos contextos sociopolíticos contemporâneos dão-nos conta de processos de aculturação ligados às diversas experiências de contactos culturais, sejam antigas ou contemporâneas. Disto resulta uma mudança cultural com novas formas de enculturação, onde o desvio se torna normalidade.














No modelo eco cultural, as características psicológicas individuais compreendem ao mesmo tempo:

  • Os desempenhos ou os comportamentos perceptíveis (parte visível do iceberg)
  • As competências ou as representações mentais supostas que supõem originar desempenhos observados (parte imersa do iceberg).

A competência não é necessariamente inata, mas pode conduzir-nos a uma competência social construída durante o processo de desenvolvimento. As relações são complexas entre aprendizagem e desenvolvimento.

O construtivismo universalista considera o desenvolvimento como primeiro onde todos os seres humanos "constroem" as mesmas competências. Uma vez desenvolvidas, autorizam a aprendizagem dos conteúdos (desenvolvimento = aprendizagem). Piaget considera o desenvolvimento como preponderante em relação à aprendizagem. É um constructivismo das competências ou estruturas operacionais fortemente universalista que se reencontra na forma de pensamento ocidental, dito científico.

A abordagem cultural do desenvolvimento por razões ideológicas é pouco aceite na França, país do ideal universalista e igualitário que torna o realce das "diferenças" muito suspeito. Enquanto que o mundo anglo-saxão reconhece mais facilmente as diferenças que o compõem.

Texto extraido do site da REDE VIVRE.
Disponível também emhttp://www.vivreurope.org/papyrus.php?site=1&menu=279&y=2007&m=4&d=1&langue=pt

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Workflow Plone

Estudando o Workflow Plone 2.5
Por Marcello Bax
(adaptado de http://www.leonardomiranda.com.br/artigos/estudando-o-plone-workflow)

Plone Workflow

Todos os objetos do Plone estão dentro de um sistema de Workflow, que nada mais é que um sistema de fluxo de informações, onde a informação vai sendo direcionada de acordocom certas regras. Essas regras são representadas por um grafo, formado por estados e transições entre estados.
O Plone trata o Workflow de uma maneira simples, onde os usuários são organizados em papéis (User Roles). Estes papéis têm determinadas permissões que os permitem alterar os estados dos objetos através de transições entre estados.
Estados dos Objetos
Na configuração padrão do Plone, todos os objetos de um site possuem estados em comum. Estes estados são: esborço público, pendente, publicado e privado.
Desenvolvedores podem criar novos estados, porém esse assunto não será tratado aqui. Vamos detalhar os estados agora:
Esboço público:


Este é o estado padrão dos objetos no Plone. Objetos definidos como
esboço público podem ser acessados através da URL ou através do sistema de busca do
Plone. Porém não aparecem na árvore de navegação. Estes Objetos só podem ser editados
por seus donos ou por administradores do portal Plone.
Pendente: Um objeto vai para o estado Pendente geralmente por uma ação do dono do
documento, membro do site, que envia o documento para publicação. Quando um
documento é enviado para publicação, ele se torna pendente, permitindo que os revisores
possam publicar ou rejeitar a publicação do documento. Quando um objeto é definido como
pendente ele somente pode ser editado por usuários no papel manager (administradores do
site).
Publicado: Um objeto publicado fica visível para todos os visitantes do site. Quando um
item de news (notícia) é publicado ele aparece no menu news (notícias) do Portal Plone.
Quando uma pasta é publicada, ele também aparece no Portlet de Navegação. Quando um
item é publicado, ele somente pode ser editado pelo manager do site ou pode ser retraído e
voltar novamente ao estado esboço público para ser editado, ai sim, novamente enviado
para aprovação e ser publicado.
Privado: Objetos em estado privado só podem ser visualizados e editados por seus donos e
por managers que tenham acesso a pasta em questão. Eles não aparecem na lista de buscas
e na lista do Porltet de Navegação.
Roles / Local Roles (papéis / papéis locais)
Dentro de um site Plone, existem diversos papéis (roles) que permitem dizer o que cada
usuário dentro do Plone pode fazer. Quando o Plone é instalado, por padrão existem os
papeis: anônimos, membros, dono, revisor e gerente (anonymous, member, owner, reviewer
e manager).
Anônimo (anonymous) – Todo visitante de um site plone e não tenha feito o login,
automaticamente recebe o papel de anônimo.
Membros (members) – Membros são os usuários que fizeram o login em um site Plone.
Usuários com papéis de membro podem adicionar conteúdos e mudar as suas próprias
preferências.
Revisores (reviewer) – São usuários que além de serem membros, são revisores. Este papel
permite que o usuário publique ou rejeite o pedido de publicação de conteúdos de outros
usuários. Quando um usuário no papel revisor loga no site e existem documentos pendentes
aguardando aprovação, uma lista de revisão aparece, como abaixo:
Dono (owner) – Todo membro que cria um conteúdo dentro do Plone, se torna dono de seu
conteúdo, podendo modificar a vontade o seu conteúdo.
Gerente (manager) – Podem visualizar todos os tipos de conteúdos em todos os seus
estados, podendo publicar diretamente documentos, ou rejeitá-los. Podem também incluir,
remover e adicionar papéis a outros usuários.
Papéis Locais
Papéis Locais (local roles) – Servem para determinar que somente em algumas áreas do
site, um determinado usuário tem um papel específico. Cria um papel local e atribui-se ao
usuário a permissão desejada naquele local e nas pastas filhas.
Vamos atribuir o papel de manager para um outro membro dentro da pasta Minha Pasta:
Para tal, clica-se em compartilhamento:
Uma tela semelhante a essa vai aparecer:
Vejamos as opções por partes.
Papéis herdados: Baseado no sistema de aquisição do Zope (não tratado neste documento),
todas as permissões de nível superior (na hierarquia de pastas do site), são automaticamente
herdadas para seus objetos filhos. Um objeto pai passa a herença a seus objetos filhos.
Papéis locais: São papéis atribuídos à pasta local pelo dono da pasta ou por um manager
(gerente).
Para adicionar outro usuário com algum papel local específico, basta clicar em executar a
busca pelo usuário desejado.
Baseado em seus papéis você pode adicionar determinados papéis. Vamos atribuir o papel
de dono da pasta Minha Pasta do usuário leo para o frank. Selecione o usuário Frank, o
papel Dono e clique em atribuir papel.
Perceba que mais um papel apareceu no quadro de permissões:
Pode-se realizar essa operação com grupos também.
Revisando e Publicando Objetos
Como foi falado anteriormente, o Plone possui um mecanismo para revisar e publicar
objetos. Vejamos tal procedimento, passo a passo.
Utilizando um usuário membro, sem o papel de revisor, foi criado um documento. Clicando
em sua lista de estados, clique em enviar. O usuário leo está sendo usado.
Agora o nosso estado do documento foi mudado para Pendente:
Agora, vamos logar no Plone com o usuário admin (o administrador do Plone), e vamos dar
permissão de revisor de todo site a um outro usuário. Para tal acesse o link “configuração
do site”, no topo a direita do site e depois acesse a opção Administração de usuários e grupos:
Digite o nome do usuário que deseja configurar como revisor do site. Selecione o checkbox
revisor para o usuário e clique na opção aplicar alterações:
Agora, saia do usuário admin, e faça o logon com o usuário frank. Veja que do lado direito
apareceu uma janela de lista de revisão.
Clicando no item, podemos optar por aprovar ou rejeitar a solicitação:
Clicando em publicar aprova-se a solicitação e clicando em rejeitar, cancela-se a solicitação.
FIM

Zope Plone Java?

Sobre o Zope ver:
http://www.tchezope.org/
O Doc. Google da classe não esta muito claro. Veja então:
http://www.projeweb.com.br/apresentacao/produtos/zope
E aulas de Plone:http://midia.pgr.mpf.gov.br/curso_pzp/gerente_servidor.html

Este cara ta com um material ótimo, vale a pena ver:
Wilton Souza Alencar http://www.tom.pro.br/apresentacoes/sinList?synmap=V%C3%ADdeos%20Plone
Não tive tempo de ler tudo ainda, mas parece muito instrutivo.

Zope Plone Java?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

pessoazinha intragável!

Atendendo a pedidos...

A pedido da Monique e muuuuuuiiiiita insistência do Pedro coloco aqui a música de enceramento dos "Backyardigans", que eu e meu querido neto Isac Dinky Doo tanto gostamos.Eles queriam ouvir a minha voz, quando extravaso toda minha energia cantando com meu querido neto, mas não tenho filmadora. Então vai um recortizinho do YouTbe.
Eles amam me ouvir cantando isto. Meus vizinhos também.

Backyardigans é apropriado para as crianças que se vêem presas em seus "quintais" e que precisam usar a imaginação para viajar a lugares distantes, para viver aventuras ilimitadas. "Libere a mente" dizem os BackyardigBackyardigans. São gordinhos(como a Monique e o Pedro) e sempre encerram os capítulos indo para casa de algum deles comer um lanche, um bolo, tomar um chá, etc... O Desenho é produzido no Canadá, e em cada episódio destaca estilos musicais de diferentes partes do mundo. Estimula a sensibilidade artística ( músicas e danças,etc. ) Em Backyardigans até Samba já foi cantado e dançado pelos simpáticos personagens!
A nova temporada de Backyardigans, que vai ao ar diariamente às 20:00h e tem reprise às 22:30h, está sendo exibida aos poucos pelo canal Discovery, numa média de um episódio novo para cada 3 antigos.
Veja.
Libere a criança que vive em você.
Seja Feliz!

Sin Senhori Positoni

Eu me divirto muito!


Eu sou a vovó Dinky Doo e este entre o Sr Porquinho e eu, é o Isac Dinky Doo

Sim Senhori, Positoni !!!!!!!







Iniciando a vida Dink doo

Este é o meu primeiro momento DinkDoo. Vinte e seis de setembro do ano de 2007

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